Esse lançamento marca um contraste notável em relação às declarações anteriores do governo sobre a adesão ao programa, que já havia sido apresentando em dezembro passado. À época, Trump o descreveu como um “green card turbinado”, um modelo que promete atrair milionários para impulsionar a economia norte-americana. Enquanto inicialmente se previa que o programa iria arrecadar cifras substanciais, com Lutnick afirmando que a arrecadação já passava de US$ 1,3 bilhão, agora se revela que apenas um candidato foi autorizado até o momento, com “centenas” de pedidos ainda em análise.
O “cartão ouro” visa substituir o tradicional programa EB-5, que permite a concessão de residência a estrangeiros que investem cerca de US$ 1 milhão em negócios locais e geram 10 empregos. Apesar do começo tímido, Lutnick se mostrou otimista em relação à nova iniciativa: “Nós acabamos de montar tudo e queríamos ter certeza de que faríamos isso corretamente”, disse, refletindo a confiança do governo nos benefícios econômicos que esse novo sistema trará.
Estimativas passadas indicavam que o programa poderia gerar até US$ 1 trilhão em receitas para o governo, num momento em que a dívida pública dos Estados Unidos ultrapassa os US$ 31 trilhões e o déficit anual se aproxima de US$ 2 trilhões. Ao lado do investimento, os interessados ainda precisam arcar com uma taxa de US$ 15 mil para análise do pedido, que inclui um rigoroso processo de verificação.
O lançamento do visto ocorre dentro de um contexto de políticas migratórias mais rígidas do governo Trump, que tem tomado medidas severas contra imigrantes sem status legal, ao mesmo tempo em que busca incentivar a imigração qualificada. Para promover a iniciativa, o site oficial do programa apresenta um design atrativo, destacando o slogan “Desbloqueie a vida na América” e oferecendo um produto ainda mais exclusivo: o “Trump Platinum Card”, que custa US$ 5 milhões e vem com benefícios fiscais e prolongamento da permanência no país.
Programas semelhantes de visto para investidores são adotados em diversos países ao redor do mundo, incluindo na Europa e na Austrália, todos com o intuito de atrair capital estrangeiro em troca de residências legais. A nova iniciativa americana, no entanto, promete um enfoque distinto, priorizando um perfil de imigração altamente qualificado.







