Ceron destacou que tal abordagem seria um retrocesso social significativo, afirmando a resistência do governo em aprofundar esse debate. Ele enfatizou que a prioridade deve ser uma transição equilibrada em relação à redução da jornada de trabalho, abordando como essa mudança pode impactar diversos setores de maneira distinta. Essa transição não deve ser entendida como um processo simples, uma vez que as pequenas empresas, por exemplo, podem ter capacidades variadas para se adaptar a novas condições de trabalho.
O secretário também reconheceu que, embora a posição governamental mantenha a vigência imediata da nova medida, é válido considerar as preocupações legítimas sobre uma modificação abrupta. Nesse contexto, existe espaço para diálogo acerca de mecanismos que facilitem essa adaptação de forma gradual. Ceron manifestou simpatia pela ideia de debater o tema de forma mais ampla através de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que poderia abordar a transição em detalhes por meio de regulamentações posteriores, como, por exemplo, um projeto de lei complementar.
No entanto, ele deixou claro que o aprofundamento dessa discussão no âmbito legislativo exige cautela, pois as nuances das diferentes realidades setoriais precisam ser consideradas. Adicionalmente, embora a possibilidade de indenizações tenha sido descartada, o secretário mencionou a viabilidade de discutir linhas de crédito específicas para setores que possam ser mais severamente afetados por mudanças constitucionais, sem, entretanto, entrar em detalhes sobre como isso poderia ser concretizado. Essa flexibilidade é vista como essencial para enfrentar distorções que possam surgir durante a transição.
