Elias Rosa destacou que, desde o anúncio das novas taxas pelos Estados Unidos, o governo não apenas manifestou sua indignação, mas também lembrou que a Lei de Reciprocidade está disponível como uma ferramenta de defesa. No entanto, ele enfatizou que isso não significa que a lei será acionada imediatamente. “O governo não recuou um centímetro daquilo que anunciou. A lei nos permite agir, mas isso não implica em uma resposta automática”, explicou o ministro. Ele reiterou que as palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizam a importância da negociação como uma alternativa mais adequada neste momento.
Embora o governo tenha anunciado que começaria a ativar os procedimentos previstos na Lei de Reciprocidade após o anúncio das tarifas americanas, isso não deve ser interpretado como uma retaliação direta. O vice-presidente Geraldo Alckmin, em uma reunião com representantes de setores impactados, ressaltou que o objetivo da reciprocidade é buscar uma solução justa e equilibrada, e não gerar uma reação negativa que beneficie a ambos os lados da disputa comercial.
Alckmin apontou que a implementação da Lei de Reciprocidade envolve vários passos, incluindo audiências públicas, e enfatizou que o governo pretende atuar em conformidade com suas normas sem deixar de lado o diálogo. “A ideia não é fazer um olho por olho, pois isso pode resultar em um impasse”, afirmou o vice-presidente. A estratégia do governo, portanto, se centra na busca por soluções que visem corrigir injustiças sofridas pelo Brasil no cenário internacional, enfatizando a importância de ações cuidadosas e ponderadas, conforme a situação se desenvolve.
