A corte de contas expressou preocupações com a falta de uma avaliação externa das projeções de receitas e despesas dos Correios, o que poderia gerar riscos significativos para a União. Além disso, o tribunal mencionou a urgência de providências adicionais de transporte ou suporte financeiro para a empresa. Em resposta, a AGU afirmou que a movimentação administrativa está em total conformidade com a legislação vigente e os princípios da legalidade que regem a administração pública.
Esse recurso é apresentado em um contexto em que a direção dos Correios está tentando negociar um empréstimo adicional de R$ 7 bilhões com um consórcio de bancos, com a intenção de garantir a continuidade das operações da empresa ao longo deste ano. A AGU não forneceu um prazo para que o TCU examine o pedido.
A AGU detalhou que as projeções de fluxo de caixa dos Correios incluem explicitamente o serviço da dívida, que se acopla às operações de crédito planejadas. O órgão ressaltou que as orientações financeiras estão atreladas à captação de recursos e à implementação das ações de reestruturação e que as medidas tomadas visam garantir a capacidade da empresa de cobrir suas despesas operacionais e financeiras.
Adicionalmente, o plano de reestruturação já passou pela aprovação do Ministério das Comunicações e da Comissão Interministerial de Governança Corporativa, que inclui o Ministério da Fazenda. A AGU sustentou que, uma vez que o plano recebe o aval em níveis adequados, não cabe à Secretaria do Tesouro Nacional reavaliar suas metas ou diretrizes.
Os Correios encerraram o ano de 2025 com um amplíssimo prejuízo de R$ 8,5 bilhões, e a expectativa para o atual exercício é que o deficit seja ainda maior. Nos primeiros três meses de 2026, a perda já chegou a R$ 3,1 bilhões, sinalizando um quadro financeiro delicado para a estatal.
