Governo prepara novas medidas para conter impacto da guerra no Oriente Médio no preço dos combustíveis, afirma ministro das Relações Institucionais José Guimarães.

Na sua recente posse como ministro das Relações Institucionais, José Guimarães anunciou uma série de iniciativas que o governo brasileiro está planejando para mitigar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis. Durante uma coletiva de imprensa, ele enfatizou que, embora os detalhes das novas medidas ainda não estejam totalmente definidos, a questão está sendo discutida minuciosamente entre o Ministério da Fazenda e a Casa Civil.

Guimarães, que assume um papel crucial como articulador político no Palácio do Planalto, também trouxe à tona a questão da regulamentação do trabalho por aplicativo, informando que o tema será postergado para depois das eleições. Ele atribuiu esse adiamento à falta de consenso entre o governo, o Congresso e as empresas envolvidas. “Se o texto fosse aprovado como está, o ônus político recairia sobre o governo”, explicou, ressaltando a complexidade do tema e a necessidade de um alinhamento mais robusto antes de qualquer votação.

Além disso, o novo ministro se posicionou contra a manutenção da chamada “taxa das blusinhas”, um imposto de 20% sobre importações de até US$ 50, implementado em 2024. Guimarães caracterizou essa taxa como um dos principais fatores de desgaste para a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele argumentou que, se necessário, a revogação desse imposto poderia contribuir significativamente para melhorar a popularidade do governo, especialmente em um cenário eleitoral crescente, onde a candidatura de Flavio Bolsonaro ganha força nas pesquisas.

Em relação às medidas econômicas, Guimarães destacou que o governo não permitirá que o peso dos tributos seja transferido para os consumidores. “Sabemos que a economia é globalizada, e o impacto nos preços do diesel e da gasolina é uma questão delicada. Nos próximos dias, novas medidas serão anunciadas”, garantiu. Essa afirmação surge após a divulgação, há dez dias, de um pacote que inclui a subvenção de importações de diesel e isenções tributárias para o biodiesel, embora o ministro tenha ressaltado que essas ações são insuficientes para enfrentar os desafios trazidos pela crise internacional.

Com as preocupações em alta e um ambiente econômico desafiador, José Guimarães promete um governo proativo na busca por soluções que mitiguem o impacto econômico nas vidas dos brasileiros.

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