Essa política surge em resposta a um fenômeno conhecido como “apagão docente”, que se agravou nos últimos anos, principalmente nas disciplinas críticas como matemática e ciências. Estudos revelam que o Brasil precisaria aumentar em 50% o número de professores qualificados nessas áreas para atender a demanda crescente. Além disso, apenas 2,4% dos adolescentes brasileiros com 15 anos têm interesse em seguir a carreira docente, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). Se essa tendência persistir, projeções indicam que o país pode enfrentar um déficit de 235 mil professores até 2040.
A nova política é fundamentada em cinco pilares: valorização do professor, incentivo à escolha da carreira docente, melhoria na qualidade do ensino, redução das desigualdades educacionais e promoção de equidade na formação de docentes. Com isso, o governo busca tornar a profissão mais atrativa e garantir a presença de educadores qualificados, especialmente nas regiões mais necessitadas.
Uma das principais iniciativas inclui a concessão de bolsas anuais para estudantes de alto rendimento que ingressarem nas licenciaturas presenciais, o que permitirá dedicação total à formação acadêmica. Essas bolsas terão prioridade em áreas onde há comprovada falta de docentes. Além disso, a política estabelece que os formados devem ingressar na rede pública em até cinco anos após a conclusão do curso e permanecer no magistério por um mínimo de dois anos.
Outras medidas relevantes no escopo da minuta incluem a criação de uma Prova Nacional Docente, que servirá como um mecanismo de seleção de novos professores, e campanhas educacionais para promover a valorização da carreira docente. O governo também se compromete a incentivar a participação de universitários em projetos de pesquisa e extensão e abordará a saúde mental dos estudantes de licenciatura.
Com o intuito de impactar positivamente o sistema educacional e reverter a tendência preocupante da escassez de professores, essa estratégia já alcançou 2,7 milhões de educadores e beneficiou mais de 57 milhões de estudantes, posicionando-se como uma das principais iniciativas federais voltadas para o fortalecimento da educação no Brasil.







