Nos últimos tempos, Lula tem intensificado seus contatos com líderes estrangeiros, uma estratégia que busca fortalecer a presença do Brasil em um ambiente marcado por tensões geopolíticas e disputas econômicas. Apenas em janeiro, o presidente conduziu um notável número de 14 ligações com figuras proeminentes, como Vladimir Putin, Xi Jinping, Donald Trump e Emmanuel Macron. Esse volume de interações internacionais é considerado inédito pelos assessores, sinalizando uma abordagem intencional para aumentar a interlocução do Brasil em fóruns globais.
O governo já planeja um encontro presencial entre Lula e Trump para março deste ano, onde estarão em pauta importantes discussões, como o combate ao crime organizado e as complicações geradas por tarifas impostas aos produtos brasileiros. Além disso, durante sua recente visita ao Panamá, Lula participou do Fórum Econômico da América Latina, onde abordou temas cruciais, como as negociações do acordo Mercosul-União Europeia e a crise política na Venezuela.
Essa ampliação da agenda internacional tem sido vista como uma forma de elevar o protagonismo brasileiro em meio aos desafios impostos por uma nova ordem mundial. À medida que se aproximam as eleições, a estratégia do governo parece ser embasar a campanha em questões que transcendam as fronteiras nacionais, ressaltando a importância da diplomacia e da cooperação internacional para a construção de uma agenda progressista e de desenvolvimento.
Assessores enfatizam que essa postura não apenas aprimora as relações do Brasil com outras nações, mas também reflete uma estratégia política que pode impactar diretamente os rumos da campanha eleitoral, trazendo à tona debates que vão além das preocupações internas tradicionais. Portanto, a ampliação do diálogo e das parcerias externas pode ser um fator determinante para o sucesso do governo nas urnas em 2026.
