As regras estabelecem que 65% das emendas individuais e de bancada direcionadas às áreas de saúde, assistência social e transferências especiais precisam ser quitadas até junho. Apesar de serem consideradas obrigatórias, a realização dos pagamentos está sob a alçada do Executivo, que pode retardar a liberação dos recursos. Dos valores já pagos, R$ 74,7 milhões foram alocados para deputados, enquanto R$ 27,7 milhões foram direcionados a senadores, abrangendo um total de 160 emendas.
A distribuição desses recursos mostra uma predominância do Partido Liberal (PL), que recebeu R$ 16,9 milhões. Os partidos Republicanos e PSD seguem, ambos recebendo R$ 16,6 milhões. Já os partidos dos trabalhadores e União Brasil aparecem com R$ 7,2 milhões e R$ 7,4 milhões, respectivamente. Além do valor já pago, o governo também destinou R$ 2 milhões a ações fora das áreas prioritárias citadas.
Num cenário mais amplo, o total empenhado — que representa valores já comprometidos para pagamento — chega a R$ 1 bilhão. Contudo, desse total, apenas R$ 389,8 milhões garantem atendimento aos critérios estabelecidos e correspondem a cerca de 2% do que é necessário até junho. Além dos R$ 17,3 bilhões que devem ser pagos no curto prazo, existem outros R$ 20,5 bilhões em emendas impositivas que também necessitam de execução, mas sem um prazo fixo definido.
O orçamento ainda comporta R$ 12,1 bilhões em emendas de comissão, que são discricionárias e dependem de articulação política para a sua liberação. Até o momento, não houve empenho ou execução dessas emendas, o que sintetiza o ritmo lento da prática orçamentária do governo no início desse ano fiscal. A situação revela não apenas os desafios na execução orçamentária, mas também a necessidade de uma abordagem mais eficaz na liberação de recursos fundamentais para o funcionamento de serviços essenciais.
