Governo Lula assina acordo com servidores do INSS, mas parte da categoria contesta e greve continua em mobilização

Na última semana, o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou um acordo com os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apesar disso, uma parte da categoria não reconheceu a legitimidade do termo assinado e afirma que a mobilização continuará.

O acordo foi formalizado na última quarta-feira (28/8) com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS). O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, em entrevista ao Metrópoles, manifestou a expectativa de uma breve normalização dos serviços prestados pelo órgão.

Apesar da greve já durar um mês e meio e ter medidas administrativas como o corte de ponto dos grevistas, a paralisação não ocasionou uma queda expressiva nos serviços oferecidos pelo INSS. A Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) acusa o governo de utilizar de manobras para enfraquecer o movimento grevista sem negociar adequadamente com sua base.

Os filiados à Fenasps afirmam que essa prática é semelhante ao que ocorreu durante a greve dos professores federais, em que o governo fechou um primeiro acordo com a Proifes, seguido pela judicialização da situação e a posterior assinatura de um acordo com o Andes-SN, encerrando a greve um mês depois.

Daniel Emmanuel, diretor do Sindisprev-RS e integrante da direção da Fenasps, informou que o comando de greve do estado decidiu manter a paralisação. Segundo Emmanuel, a categoria está revoltada com a postura da CNTSS e da Condsef, que indicam a assinatura do acordo.

A Fenasps, como uma federação nacional que diz representar o maior número de servidores em sua base, justifica a legitimidade de continuar representando a categoria em greve em todo o país, mesmo que outras entidades envolvidas nas negociações assinem o termo de acordo proposto pelo governo.

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