O acordo foi formalizado na última quarta-feira (28/8) com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS). O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, em entrevista ao Metrópoles, manifestou a expectativa de uma breve normalização dos serviços prestados pelo órgão.
Apesar da greve já durar um mês e meio e ter medidas administrativas como o corte de ponto dos grevistas, a paralisação não ocasionou uma queda expressiva nos serviços oferecidos pelo INSS. A Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) acusa o governo de utilizar de manobras para enfraquecer o movimento grevista sem negociar adequadamente com sua base.
Os filiados à Fenasps afirmam que essa prática é semelhante ao que ocorreu durante a greve dos professores federais, em que o governo fechou um primeiro acordo com a Proifes, seguido pela judicialização da situação e a posterior assinatura de um acordo com o Andes-SN, encerrando a greve um mês depois.
Daniel Emmanuel, diretor do Sindisprev-RS e integrante da direção da Fenasps, informou que o comando de greve do estado decidiu manter a paralisação. Segundo Emmanuel, a categoria está revoltada com a postura da CNTSS e da Condsef, que indicam a assinatura do acordo.
A Fenasps, como uma federação nacional que diz representar o maior número de servidores em sua base, justifica a legitimidade de continuar representando a categoria em greve em todo o país, mesmo que outras entidades envolvidas nas negociações assinem o termo de acordo proposto pelo governo.
