A operacionalização dessa nova linha de crédito ficará a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que disponibilizará um total de R$ 21,2 bilhões, sendo R$ 14,5 bilhões oriundos do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões de recursos próprios do banco. Cada beneficiário poderá solicitar financiamentos de até R$ 50 milhões, proporcionando uma oportunidade adequada para empresários e trabalhadores do setor de transporte melhorar sua frota e expandir suas operações.
As condições do Move Brasil são bastante atrativas, oferecendo taxas de juros que variam entre 13% e 14% ao ano, valores que se mostram inferiores à taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano. Os beneficiários do programa incluem transportadores autônomos de carga, pessoas físicas ligadas a cooperativas de transporte rodoviário, bem como empresários individuais e pessoas jurídicas que atuam nos setores de transporte rodoviário e urbano, tanto de cargas quanto de passageiros.
Uma das condições essenciais para a utilização desses recursos é que os veículos adquiridos sejam de produção nacional e atendam às normas de conteúdo local estabelecidas pelo BNDES. Além disso, para caminhoneiros autônomos e cooperados, a nova medida provisória (MP) permite tanto a compra de veículos novos quanto de seminovos, o que amplia ainda mais as possibilidades de acesso ao crédito.
O programa traz benefícios substanciais para transportadores autônomos, uma vez que o prazo para pagamento pode chegar a 10 anos — o que dobra a duração prevista no início do programa. A carência para esses pagamentos pode variar de seis a 12 meses, de acordo com as diretrizes do Conselho Monetário Nacional (CMN). Dentre os recursos disponíveis, está assegurado um montante de R$ 2 bilhões especificamente destinado a autônomos, o dobro da quantia inicialmente prevista para 2025.
Com a implementação do MOVE Brasil, os R$ 10 bilhões alocados inicialmente, que serão disponibilizados a partir de janeiro de 2026 com juros abaixo do mercado, já resultaram em mais de 8 mil operações de compra de caminhões novos no país, o que demonstra o sucesso da primeira fase do programa. A expectativa é que essa nova fase amplie ainda mais o acesso ao crédito e proporcione impulsos significativos ao setor de transporte em diferentes regiões do Brasil.
