De acordo com informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a nova medida deve injetar R$ 7,7 bilhões na economia nacional, com os recursos disponíveis para saque até 26 de maio de 2026. Portanto, cerca de 10,5 milhões de trabalhadores poderão se beneficiar diretamente, recebendo crédito automaticamente em suas contas vinculadas ao FGTS.
Além do saque do saldo residual, a proposta do governo também permite que os trabalhadores utilizem até 20% do saldo disponível em suas contas do FGTS ou até R$ 1 mil — o que for maior — para a quitação de dívidas em atraso. Isso inclui débitos com bancos, cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal. A expectativa é que até R$ 8,2 bilhões sejam retirados das contas do FGTS para esse propósito, conforme estimativas do Ministério da Fazenda.
A nova ação faz parte do programa “Novo Desenrola,” que busca facilitar a negociação de dívidas para os cidadãos. Segundo o MTE, essa estruturação não apenas amplia as opções de pagamento, como também promove um acesso mais rápido aos recursos que podem ser cruciais para a recuperação financeira das famílias afetadas.
Ressalta-se que a MP em questão altera uma medida anterior já editada em dezembro do ano passado, que havia autorizado o saque do FGTS para trabalhadores optantes pelo saque-aniversário e demitidos até o ano de 2025. O governo também informou que apenas o montante devido às instituições financeiras em antecipações de saque permanecerá bloqueado, assegurando que os repasses sejam realizados de acordo com as condições acordadas em cada operação.
