Governo libera R$ 501,4 milhões para o Ministério das Cidades e reduz congelamento orçamentário para R$ 7,7 bilhões em 2025.

O governo federal anunciou a liberação de R$ 501,4 milhões exclusivamente para o Ministério das Cidades, em um movimento que surge após a redução das verbas congeladas no Orçamento de 2025. A informação foi revelada na última sexta-feira (28) por meio de um decreto publicado na edição extraordinária do Diário Oficial da União. Além do aporte destinado ao ministério, as emendas parlamentares também serão contempladas com um incremento de R$ 149,3 milhões.

Com esse decreto, a cifra de recursos congelados foi reduzida de R$ 12,1 bilhões para R$ 7,7 bilhões, uma redução substancial que foi confirmada pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento no dia 21 deste mês. Inicialmente, a liberação total de recursos poderia ter atingido a marca de R$ 4,4 bilhões. Contudo, esse montante foi impactado pelos cancelamentos de R$ 3,84 bilhões em despesas discricionárias desde setembro, uma medida necessária para equilibrar as contas e cobrir os gastos obrigatórios.

Dessa forma, ao adicionar as emendas parlamentares aos R$ 501,4 milhões destinados ao Ministério das Cidades, o total efetivamente liberado atinge R$ 650,7 milhões. Essa manobra financeira é parte de um esforço do governo para ajustar as contas públicas em um cenário econômico desafiador.

Atualmente, o Orçamento de 2025 apresenta um total de R$ 4,4 bilhões bloqueados e R$ 3,3 bilhões contingenciados. A diferença entre bloqueio e contingenciamento é crucial: o bloqueio ocorre quando a previsão de gastos supera o limite estabelecido pelo arcabouço fiscal, enquanto o contingenciamento se aplica em situações onde a arrecadação de receitas é insuficiente, como ocorreu recentemente com a necessidade de o Tesouro Nacional cobrir um déficit nos Correios.

Essa pressão fiscal levou o governo a implementar um contingenciamento, que de zero em setembro, subiu para R$ 3,3 bilhões em novembro. Essa decisão foi necessária para assegurar o cumprimento do déficit primário estipulado em R$ 31 bilhões, evidenciando o delicado equilibrio que o governo enfrenta na gestão de suas contas públicas.

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