O montante total alocado para o programa é de R$ 10 bilhões, sendo que R$ 6 bilhões virão do Tesouro Nacional e R$ 4 bilhões serão captados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio de taxas convencionais. Importante destacar que R$ 1 bilhão desse total será exclusivo para atender caminhoneiros autônomos e cooperados, grupos que enfrentam desafios consideráveis no setor.
Entretanto, o programa não está isento de críticas. Especialistas manifestaram apreensão em relação ao impacto fiscal decorrente da utilização desses recursos, além de associarem a nova política a experiências passadas que resultaram em crises, como a greve dos caminhoneiros de 2018. O BNDES, em um estudo próprio, contesta essa relação, mas a lembrança de contextos anteriores ainda gera preocupações.
Durante o evento de lançamento, realizado em uma concessionária, Alckmin enfatizou a necessidade de modernização da frota de caminhões no Brasil. Segundo o ministro, a aquisição de novos veículos é benéfica não apenas para a saúde pública e o meio ambiente, mas também para a economia do país. Ele ressaltou que veículos mais novos e seguros ajudam a criar um cenário em que empregos são preservados e a indústria nacional se estimula.
Historicamente, políticas de incentivo à compra de caminhões já foram implantadas entre 2009 e 2016. No entanto, especialistas alertam sobre os riscos envolvidos. O aumento na frota durante este período, em combinação com a recessão de 2014 a 2016, resultou em uma saturação do mercado e na diminuição do preço do frete, fatores que, segundo análises, pouco contribuíram para benefícios duradouros e culminaram na paralisação de 2018.
Os novos financiamentos são restritos a caminhões de fabricação nacional, enquanto a linha voltada para seminovos será acessível apenas a caminhoneiros autônomos e afiliados a cooperativas. O programa promete beneficiar uma ampla gama de profissionais do setor de transporte, incluindo caminhoneiros autônomos, aqueles vinculados a cooperativas e empresários do ramo, refletindo uma tentativa do governo de estimular a economia e garantir melhores condições de operação para esses profissionais.







