“Estamos elaborando uma segunda rodada do programa para pessoas que são adimplentes, mas que lidam com taxas de juros excessivas. Uma parte significativa desses indivíduos é composta por trabalhadores informais, que não têm uma renda fixa mensal. Eles dependem de ganhos irregulares, o que os torna mais vulneráveis a juros elevados”, ressaltou Durigan. O governo planeja divulgar mais informações sobre essa iniciativa até o início de junho.
A primeira fase do Novo Desenrola, que foi lançada na última segunda-feira, visa renegociar dívidas ativas vinculadas a cartões de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais. O procedimento será realizado diretamente junto às instituições financeiras, que já estão preparadas para atender os consumidores.
Outra questão abordada pelo ministro refere-se às dívidas relacionadas ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Durigan mencionou que estão sendo consideradas estratégias para incentivar a adesão dos estudantes ao programa de renegociação. “Estamos em diálogo com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, buscando maneiras de estimular a regularidade dos pagamentos entre os adimplentes”, explicou.
O Novo Desenrola oferece vantagens significativas, incluindo desconto de até 90% em dívidas antigas, uma taxa de juros máxima de 1,99% ao mês e um prazo de até 48 meses para o pagamento. Os consumidores interessados devem recorrer aos canais oficiais dos bancos para iniciar o processo.
Além disso, o programa incluirá medidas específicas para microempresas e agricultores familiares, almejando reestruturar suas dívidas e facilitar o acesso ao crédito. O objetivo é atingir os segmentos mais vulneráveis da sociedade, proporcionando um alívio financeiro que pode levar à recuperação econômica de milhões de brasileiros.
O governo espera que as robustas iniciativas e as novas diretrizes apresentadas no programa contribuam de forma significativa para a redução do endividamento, que de acordo com o Banco Central, atualmente consome uma parte expressiva da renda dos cidadãos. Este esforço se alinha à meta de melhorar a situação financeira das famílias brasileiras, promovendo um ambiente econômico mais saudável e sustentável.
