Como parte dessa estratégia, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou três das maiores distribuidoras de combustíveis do país, que juntas representam cerca de 70% do mercado. As notificações são um resultado das investigações sobre supostas práticas comerciais desleais. Além disso, o ministro anunciou a criação de um novo ato normativo que ampliará os parâmetros técnicos de fiscalização em colaboração com as autoridades estaduais e municipais. Em uma ação inicial, foram mais de 900 postos notificados e 36 multas aplicadas em um curto período, abrangendo aproximadamente 19 mil estabelecimentos em 459 municípios brasileiros.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ainda ressaltou que a corporação investiga indícios de manipulação de preços, formação de cartel e outras práticas que ferem a ordem econômica. Rodrigues enfatizou a importância da integração entre o Ministério da Justiça, a Senacon e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, destacando que a Polícia Federal está em estreita colaboração com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o CADE na fiscalização.
Em relação aos locais em que a fiscalização tem sido mais intensa, Paraíba, Maranhão, Minas Gerais, Amapá e Espírito Santo registram os maiores números de postos auditados até o momento. O secretário Ricardo Morishita, da Senacon, por sua vez, fez questão de ressaltar que nem todos os agentes do setor são responsáveis por práticas abusivas, defendendo que alguns fornecedores têm justificado aumentos de preços com base em custos legítimos.
A situação atual reflete uma preocupação crescente com a repercussão dos preços dos combustíveis sobre a população e a economia como um todo, evidenciando a necessidade de uma supervisão efetiva e a implementação de medidas que protejam o consumidor.
