O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, destacou que, com a nova iniciativa, o governo federal substitui os recursos que antes eram providos por agências internacionais, como as vinculadas às Nações Unidas, por recursos próprios. A Cáritas, que ficou sem a possibilidade de continuar seu trabalho de assistência, apresentou uma proposta para uma nova parceria, que está em fase de análise, mas, de imediato, a gestão federal já começou a efetivar a entrega de itens essenciais para o sustento e bem-estar dos imigrantes.
A paralisação das atividades da Cáritas, anunciada anteriormente em janeiro, culminou no fechamento de três pontos de atendimento — dois em Boa Vista e um em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. Essa interrupção gerou uma intensificação na demanda por serviços básicos, tornando a resposta governamental ainda mais urgente.
A nova ação faz parte da Operação Acolhida, uma iniciativa humanitária que visa oferecer uma resposta organizada à afluência de refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil. A retomada de programas essenciais para o fornecimento de alimentação, água e saneamento é considerada fundamental não apenas para atender as necessidades imediatas, mas também para prevenir a propagação de doenças e assegurar condições dignas de vida para aqueles que atravessam a fronteira em busca de uma nova vida.
Com essa mudança, o governo brasileiro reafirma seu compromisso em lidar com a crise humanitária na região, buscando alternativas que garantam a proteção e o amparo de pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade. A expectativa é que a continuidade desses serviços essenciais seja mantida até que uma solução mais duradoura e eficaz seja implementada.







