O projeto do túnel, que terá aproximadamente 1,5 km de extensão, sendo cerca de 870 metros sob a água, representa um investimento total que chega a quase R$ 7 bilhões. O Banco do Brasil se comprometeu a financiar R$ 2,57 bilhões, que será a contrapartida do estado na Parceria Público-Privada (PPP). A operação de crédito possui a garantia da União e uma taxa de juros atrelada ao CDI mais 1,59% ao ano, com um ano de carência e 23 anos para pagamento.
O contrato da PPP foi atribuído ao grupo português Mota-Engil, que venceu o leilão realizado na B3 em 2025. Com uma duração de 30 anos, o contrato abrange a construção, operação e manutenção do túnel, expectativa-se que a obra gere cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos. O governo estadual já alocou R$ 2,6 bilhões para o projeto, e o restante do financiamento será dividido entre o Banco do Brasil e o investimento privado.
Durante a cerimônia, Alckmin também fez uma crítica velada ao governo anterior, que impediu a liberação de recursos para obras em estados aliados, destacando a atual relação mais colaborativa entre os entes federativos. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, expressou seu apoio incondicional ao projeto, mesmo num ambiente político marcado por rivalidades, ressaltando a importância do trabalho conjunto em prol do desenvolvimento do estado.
A expectativa é que as obras tenham início em janeiro de 2027, com conclusão projetada para 2031, marcando um avanço significativo na infraestrutura do estado e melhorando a conectividade entre Santos e Guarujá.
