Governo estuda acabar com agências metropolitanas em São Paulo para cortar gastos e otimizar políticas públicas, diz Estadão.

O governo de Tarcísio de Freitas, do partido Republicano, está estudando a possibilidade de acabar com as agências metropolitanas em São Paulo, autarquias responsáveis por planejar o desenvolvimento regional nas áreas onde atuam. Atualmente, existem quatro dessas agências que abrangem diferentes regiões metropolitanas no estado, e são vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), comandada por Marcelo Branco.

O governador lançou o plano “São Paulo na Direção Certa” com o objetivo de cortar gastos, e uma das medidas em estudo é a extinção de órgãos públicos, incluindo as agências metropolitanas. A avaliação é que a articulação metropolitana ganhou mais força na atual gestão devido à criação da Subsecretaria de Desenvolvimento Urbano, chefiada por José Police Neto.

No entanto, essa possível extinção das agências tem gerado polêmica, especialmente entre os bolsonaristas. O pastor Silas Malafaia e os filhos de Jair Bolsonaro, Carlos e Eduardo Bolsonaro, criticaram essa proximidade de Tarcísio com Gilberto Kassab, aliado do governo Lula a nível federal. Tarcísio, por sua vez, tem recebido respaldo público de Jair Bolsonaro.

As agências metropolitanas, segundo alguns deputados estaduais, têm servido mais como um cabide de indicações políticas do que para cumprir efetivamente seu objetivo de planejar ações e projetos de interesse dos municípios. O líder do PSD na Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa Jr., afirma que as agências viraram “casa de chás” e não cumprem sua verdadeira finalidade.

As agências metropolitanas foram criadas para promover o desenvolvimento regional, mas têm sido alvo de críticas por supostamente não estarem cumprindo seu papel de forma eficaz. A possível extinção dessas autarquias está em discussão, e o posicionamento do governo e de Gilberto Kassab, responsável pelas indicações dos dirigentes das agências, ainda não foi divulgado. A decisão final sobre o futuro das agências metropolitanas em São Paulo promete gerar debates e controvérsias nos próximos meses.

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