A medida entra em vigor imediatamente e já gerou reações contrastantes em diversos setores da sociedade americana. Robert Kennedy Jr., que é sobrinho do ex-presidente John F. Kennedy e conhecido por sua postura antivacina, assumiu como secretário de Saúde em fevereiro de 2025. Durante sua gestão, defendeu a reformulação do calendário vacinal, que segundo ele, segue padrões internacionais de países desenvolvidos. Em suas redes sociais, o presidente Donald Trump expressou apoio à nova política, agradecendo aos “que trabalharam duro para essa mudança”.
Apesar do entusiasmo de alguns líderes políticos, a decisão recebeu uma forte condenação da comunidade médica. Especialistas do Centro de Pesquisa de Doenças Infecciosas da Universidade de Minnesota emitiram um alerta sobre os riscos associados à nova abordagem. Jason M. Goldman, presidente do Colégio Americano de Médicos, enfatizou que “abandonar o processo baseado em evidências é uma decisão perigosa e potencialmente fatal para os americanos”. Ele destacou que as vacinas são essenciais para prevenir mortes, hospitalizações e a propagação de doenças.
Por outro lado, Jesse Goodman, professor de medicina e doenças infecciosas da Universidade de Georgetown, resumiu a preocupação da comunidade médica ao afirmar que essa reavaliação resultará em um aumento significativo de infecções e hospitalizações. “É um dia triste para as crianças, para seus pais e para o nosso país em geral. Haverá mais doenças e mais hospitalizações”, declarou.
Assim, a mudança no calendário de vacinação infantil nos EUA inaugura um novo capítulo no debate sobre saúde pública, evidenciando a tensa relação entre evidências científicas e decisões políticas, com implicações que podem afetar a saúde de milhares de crianças em todo o país. Essa controvérsia promete gerar diálogo e desafiar percepções sobre vacinas e suas funções na saúde coletiva.







