O levantamento das exonerações não se restringe apenas às secretarias do governo, mas também inclui entidades da administração indireta estadual, atingindo tanto empresas estatais dependentes quanto independentes. O Palácio Guanabara deixou claro que mais exonerações estão previstas, à medida que a Casa Civil e a Secretaria de Estado de Governo realizam auditorias internas para avaliar a estrutura administrativa.
Na última quinta-feira, o Diário Oficial do Executivo publicou 58 novas exonerações, com destaque para a Secretaria de Governo, que perdeu 36 colaboradores. Os cortes também impactaram instituições relevantes como o Rioprevidência, responsável pelo fundo previdenciário dos servidores estaduais; o Instituto Estadual do Ambiente (Inea); além das secretarias da Casa Civil, Educação, Cultura e Economia Criativa, e Desenvolvimento Econômico. Para equilibrar essas mudanças, foram anunciadas nove novas nomeações.
O Inea, em particular, passou por uma mudança significativa em sua liderança. O presidente Renato Jordão Bussiere, que havia sido nomeado por Cláudio Castro em 2024, foi substituído pela engenheira florestal Denise Rambaldi, que faz parte da equipe desde 2011. Além disso, Ricardo Couto já havia promovido a nomeação do procurador Rodrigo Mascarenhas, que assumiu a Secretaria do Ambiente no lugar de Bernardo Rossi.
O Rioprevidência enfrentou alterações em sua presidência recentemente e agora também sente os efeitos dessas exonerações em setores como a Diretoria de Administração e Finanças. A Secretaria de Educação, por sua vez, viu a saída do subsecretário Marco Aurélio Sampaio Leite, refletindo a ênfase na reformulação e na eficiência administrativa do governo interino. Em suma, as mudanças sinalizam um esforço para reestruturação e maior rigor na administração pública, um movimento que deve continuar ao longo das próximas semanas.
