Governo do Rio de Janeiro busca apoio dos EUA para classificar Comando Vermelho como organização criminosa transnacional e combater tráfico de drogas.

O governo do Rio de Janeiro está em busca de apoio dos Estados Unidos para classificar o Comando Vermelho (CV) como uma organização criminosa transnacional. Esse movimento visa aumentar a pressão sobre a facção, que, segundo dados do próprio governo fluminense, está presente em 24 estados do Brasil e movimenta cerca de R$ 31 bilhões anualmente com suas atividades ilícitas.

O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, destacou em entrevista que o Comando Vermelho nasceu no Rio, porém sua influência se espalha pelo país. A preocupação das autoridades norte-americanas se concentra especialmente na atuação do CV no norte do Brasil, onde a facção tenta controlar as rotas de tráfico de cocaína que levam aos Estados Unidos. Santos afirmou que dados indicam que a facção já conta com adeptos nos EUA, embora não haja evidências concretas de que suas atividades criminosas estejam sendo efetivamente praticadas nesse território.

Uma das preocupações levantadas pelo secretário é a origem das armas utilizadas pelo CV no estado do Rio. Aproximadamente 47% dos fuzis apreendidos em 2024 foram fabricados nos Estados Unidos, conforme informações obtidas pelo governo local. Essa realidade levanta um alerta sobre a necessidade de uma colaboração mais estreita entre os dois países na luta contra o tráfico de armas e drogas.

Além disso, um estudo realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que a Região Amazônica se tornou a principal porta de entrada para as drogas no Brasil, com cerca de 40% da cocaína mundial passando pela área. Essa situação crítica levou o governo a declarar a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em portos e aeroportos do Rio de Janeiro e São Paulo, em um esforço para conter o avanço do crime organizado.

A articulação entre o governo fluminense e as autoridades norte-americanas ressalta o desafio crescente representado pelo crime organizado, que, segundo análises, não se limita às fronteiras nacionais. A crescente globalização do tráfico de drogas e armas exige uma abordagem coordenada e internacionalizada para enfrentar as facções que operam tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Esses esforços buscam não apenas desmantelar as redes criminosas existentes, mas também proteger a segurança pública e a ordem nas localidades afetadas.

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