A medida ocorre em um contexto de crise fiscal, onde a Refit acumula uma dívida monumental estimada em R$ 30 bilhões, sendo R$ 14,3 bilhões apenas em ICMS. Tal situação é ainda mais complicada pelo fato de que a refinaria está associada ao empresário Ricardo Magro, que figura como um dos maiores devedores de impostos do Brasil. O governo fluminense, sob a liderança do governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, pretende desapropriar a área da refinaria para abater essas dívidas, uma estratégia que promete gerar controvérsias.
O valor exato da desapropriação ainda está sendo estudado, mas a proposta é que não haja pagamento direto ao empresário. Em vez disso, a quantia será utilizada para quitar parte da dívida tributária da Refit com o estado. Durante uma recente reunião, Couto revelou que a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, manifestou interesse em expandir a capacidade de refino da estatal na área, além de ter conversado com outros potenciais interessados.
Entretanto, essa desapropriação depende da definição do valor do terreno e dos trâmites administrativos necessários para que a iniciativa avance. A decisão do governo do Rio de Janeiro reflete uma estratégia mais ampla de revisão de contratos e cobrança de dívidas, buscando reorganizar ativos estratégicos para o estado.
Com essa medida, o governo demonstrou que está disposto a adotar ações drásticas para enfrentar a crise fiscal que se agrava a cada dia, mostrando como o jogo político e econômico no Brasil pode se entrelaçar de maneiras surpreendentes e, muitas vezes, controversas. A situação da Refit servirá como um importante teste para a administração estadual, que enfrenta a pressão por soluções eficazes e rápidas.





