De acordo com informações do governo, a trajetória do grupo tem sido marcada por um declínio significativo nas receitas. Após um período em que faturou mais de R$ 1 bilhão mensais em 2025, a empresa sofreu uma drástica redução de receitas, levando-a a um desempenho financeiro próximo a zero no início deste ano. Essa informação reforça as preocupações acerca da viabilidade da continuidade das operações da Refit.
A petição para a conversão em falência foi protocolada na 5ª Vara Empresarial da Comarca da Capital e segue a linha de argumentação que sustenta que a recuperação judicial já não cumpre seu objetivo de reabilitar empresas viáveis. No entender da PGE, a situação do Grupo Manguinhos é insustentável, com custos operacionais elevados e uma falta de perspectivas que impeçam a geração de caixa necessária para manter as operações ou quitar obrigações anteriores.
Outro aspecto destacado na solicitação é o descumprimento de um acordo de parcelamento especial estabelecido para o pagamento de subsídios tributários. Segundo a PGE, os pagamentos do parcelamento atrasaram por mais de 90 dias, configuração que, de acordo com a legislação, deve levar ao cancelamento do acordo e à eventual decretação da falência.
Além disso, mesmo após a adesão ao parcelamento, o Grupo Manguinhos acumulou mais de R$ 1,8 bilhão em novas dívidas tributárias. Esse montante é superior ao que foi pago durante o período do acordo, levando à conclusão de que o benefício concedido não foi eficaz na regularização da situação fiscal da empresa. Diante desse cenário, a solicitação do governo estadual evidencia a gravidade da situação enfrentada pelo grupo, que pode estar a caminho de uma falência definitiva.




