As novas restrições entrarão em vigor até o dia 18 de maio e afetarão especialmente cidades que apresentam altos índices de violência, como Guayas, El Oro, Esmeraldas, Pichincha e Sucumbíos. Com o calor típico da região costeira, muitos cidadãos retornavam do trabalho ou estavam em suas varandas e na porta de casa, resultando, em algumas situações, em detenções que já ultrapassam 4,3 mil desde o início do estado de exceção, segundo fontes locais.
A administração Noboa tem se mostrado dedicada a combater o crime organizado, utilizando o que foi chamado de Plano Fênix. Este plano tem como base a utilização ampliada das Forças Armadas e a classificação de facções criminosas como “alvos militares”, uma estratégia que visa fortalecer a autoridade do Estado nas áreas mais afetadas pela criminalidade. Esse enfoque militarizado busca dar respostas rápidas e contundentes à violência que assola o país.
Adicionalmente, o presidente tem promovido operações conjuntas com agências de segurança dos Estados Unidos, com foco no combate ao narcotráfico, um dos principais motores da violência no Equador. Essa colaboração internacional reflete não apenas um reconhecimento da gravidade da situação, mas também uma tentativa de abordar as raízes do problema de maneira coordenada e efetiva.
À medida que o governo combate essa escalada de criminalidade, a população equatoriana se encontra em um estado de apreensão, esperando que as medidas adotadas possam trazer a paz e a segurança de volta às suas comunidades. O desafio, no entanto, é imenso e muitos questionam se as estratégias atuais serão suficientes para conter a onda de violência que tem causado terror em várias regiões do país.







