Governo do DF Solicita Empréstimo de R$ 4 Bilhões para Banco e Garantias com Terrenos Públicos

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, do MDB, formalizou um pedido de empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A solicitação, assinada na última terça-feira, visa garantir a saúde financeira do Banco de Brasília (BRB) e assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, bem como o suporte a políticas públicas essenciais para a população.

A intenção do governador é clara: utilizar a operação de crédito para reforçar o capital do BRB,, além de preservar as condições adequadas de liquidez e capital da instituição. Ibaneis acredita que essa medida não só contribuirá com a solvência do banco, mas também permitirá que este possa honrar suas obrigações financeiras, incluindo a devolução de terrenos utilizados como colaterais para o empréstimo.

Os terrenos mencionados estão listados em uma lei que prevê medidas de capitalização do BRB e seriam oferecidos como garantias para a operação. O governador garantiu em declarações recentes que a instituição tem plena capacidade de arcar com a dívida, ressaltando um cenário em que todos os problemas financeiros do banco poderiam ser resolvidos a partir dessa injeção de capital.

Os parâmetros do empréstimo são detalhados no documento assinado. A operação deve ocorrer na forma de suporte financeiro estrutural, que também pode incluir uma linha de liquidez associada, ampliando as possibilidades de capitalização. O valor definitivo do empréstimo é de R$ 4 bilhões, com um prazo de carência de um ano e meio e pagamentos previstos de forma semestral. Em termos de remuneração e encargos, esses ficariam atrelados ao CDI, acrescidos de um spread, conforme as condições estipuladas pelo FGC.

Além das garantias mencionadas, que incluem participações acionárias de empresas públicas do DF, como a Caesb e a CEB, o projeto de lei deve ser aprovado para formalizar a operação e permitir que o BRB se reestruture financeiramente. Essa medida é vista como crucial para evitar crises de liquidez que poderiam afetar não apenas o banco, mas também os serviços prestados à população do Distrito Federal.

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