O evento, que estava previsto para acontecer, chegou a ser alvo de uma liminar na Justiça por meio de uma ação movida pela Apeoesp, um dos sindicatos que representa os professores da rede estadual de ensino. Contudo, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) interpôs recurso e obteve sucesso, resultando no cancelamento da liminar pelo Tribunal de Justiça do Estado.
Protestos contra o plano surgiram em frente à B3, culminando na queda de uma grade de proteção. Segundo informações da Polícia Militar, os manifestantes tentaram invadir o local, o que levou os policiais a adotarem medidas de controle para conter o grupo e restabelecer a ordem. A PM afirmou que as equipes permanecerão no local para garantir a segurança de todos os presentes e preservar o espaço público.
Diante dos protestos, o secretário da Educação, Renato Feder, ressaltou que as manifestações são parte da democracia e que a maioria das pessoas envolvidas, incluindo estudantes e professores que irão atuar nas novas escolas, apoiam a iniciativa. Por outro lado, o governador Tarcísio criticou os opositores do projeto de PPP, caracterizando-os como indivíduos que impedem o progresso e não contribuem para o desenvolvimento do Estado e dos alunos.
A Secretaria de Educação garantiu que o ensino continuará sendo gratuito e que as atividades pedagógicas permanecerão sob responsabilidade do Estado. A parceria com a iniciativa privada tem como intuito modernizar as escolas estaduais e permitir que os professores tenham mais tempo para se concentrar na parte pedagógica.
A regulação e fiscalização dos serviços prestados pela concessionária ficarão a cargo da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado (Arsesp). O governador enfatizou que a avaliação dos alunos sobre o serviço prestado será considerada e que, caso haja avaliações negativas, a empresa sofrerá penalidades financeiras.
O Consórcio SP+Escolas saiu vitorioso com uma proposta de R$ 11,5 milhões, representando o menor valor do leilão. O valor será pago mensalmente pelo governo à empresa vencedora durante 25 anos, visando a construção e manutenção das 16 novas escolas distribuídas em 16 cidades do Lote Leste. Dentre as cidades contempladas estão Aguaí, Arujá, Atibaia, Campinas, Carapicuíba, Diadema, Guarulhos, Itapetininga, Leme, Limeira, Peruíbe, Salto de Pirapora, São João da Boa Vista, São José dos Campos, Sorocaba e Suzano.
Com ambientes integrados e interligados, uso interativo de tecnologia, auditório de múltiplo uso, espaços esportivos e culturais ampliados, áreas de vivência, estudo individualizado e inovação, as unidades escolares prometem trazer uma nova experiência para os alunos da rede estadual de São Paulo. Além disso, o governador anunciou que em breve será lançada uma consulta pública para outra PPP destinada à manutenção de equipamentos escolares em 143 escolas estaduais já existentes.
