Guilherme Boulos defende a criação do “Poupatempo da Saúde” como uma de suas principais propostas para a cidade de São Paulo. O objetivo é implementar um sistema mais eficiente de agendamento e realização de consultas médicas, buscando aliviar o sistema de saúde municipal. A ideia é que esse modelo siga a mesma linha do serviço estadual que facilita a emissão de documentos.
A Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), detentora de oito registros da marca Poupatempo, afirma que não autorizou o uso do nome na campanha de Boulos. A instituição alega que o uso não autorizado pode gerar confusão no público e prejudicar o interesse público.
No processo, a Prodesp solicita a suspensão imediata do uso da marca, sob a ameaça de arcar com as sanções previstas na legislação civil. Além disso, é pedido uma indenização simbólica de mil reais “exclusivamente para fins de alçada” e que os responsáveis sejam notificados.
Em resposta, a campanha de Boulos classificou a ação como um “ataque desesperado dos aliados de Ricardo Nunes”. Em nota, eles destacaram que essa tentativa é para desviar a atenção da negligência do atual prefeito com o serviço de saúde na cidade, onde as pessoas aguardam meses para exames e passam até 10 horas em filas de hospitais em busca de atendimento médico.
O impasse entre o Governo de São Paulo e a campanha de Guilherme Boulos promete se arrastar nos tribunais, enquanto a discussão sobre a utilização da marca Poupatempo ganha destaque no cenário político da capital paulista.





