Segundo a secretária do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, o leilão para a concessão está previsto para o terceiro trimestre de 2025, e o projeto ainda está em fase de estudo. A concessão será administrativa, com o Estado financiando 100% da contraprestação, o que significa que não haverá tarifas para a população. A ideia é garantir que, independentemente do governo que estiver no poder, a limpeza dos rios continuará sendo feita de forma eficaz.
O desassoreamento envolverá a técnica de dragagem, que consiste na remoção dos sedimentos acumulados no leito dos rios, proporcionando benefícios como a prevenção de alagamentos e a eliminação do mau cheiro. A Secretaria de Parcerias em Investimentos prevê que 12 municípios serão beneficiados com o projeto, e o edital para a concessão deve ser publicado em breve.
Natália Resende ressalta a importância da parceria público-privada para garantir a eficiência e continuidade do serviço de desassoreamento, que poderá durar de 5 a 20 anos, dependendo da extensão do trecho e do volume de sedimentos a serem removidos. O valor exato do repasse ainda será definido após a realização da batimetria, que é uma medição detalhada do fundo dos rios.
Com um investimento tão expressivo, o governo busca assegurar que a qualidade das águas do Tietê e do Pinheiros seja restaurada, beneficiando não apenas o meio ambiente, mas também a saúde e qualidade de vida dos cidadãos que vivem nas redondezas. A iniciativa visa não apenas resolver um problema ambiental, mas também garantir um futuro mais sustentável para a região metropolitana de São Paulo.
