Governo de SP planeja concessão de R$ 10 bi para desassoreamento dos rios Tietê e Pinheiros, sem tarifas para população.

O governo do Estado de São Paulo está planejando uma grande iniciativa para a despoluição dos rios Tietê e Pinheiros, que há anos sofrem com o acúmulo de sedimentos e resíduos, prejudicando não apenas o meio ambiente, mas também a população que vive nas regiões afetadas. O projeto envolverá a contraprestação de R$ 10 bilhões para a iniciativa privada realizar o desassoreamento constante desses rios, por meio de uma concessão patrocinada.

Segundo a secretária do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, o leilão para a concessão está previsto para o terceiro trimestre de 2025, e o projeto ainda está em fase de estudo. A concessão será administrativa, com o Estado financiando 100% da contraprestação, o que significa que não haverá tarifas para a população. A ideia é garantir que, independentemente do governo que estiver no poder, a limpeza dos rios continuará sendo feita de forma eficaz.

O desassoreamento envolverá a técnica de dragagem, que consiste na remoção dos sedimentos acumulados no leito dos rios, proporcionando benefícios como a prevenção de alagamentos e a eliminação do mau cheiro. A Secretaria de Parcerias em Investimentos prevê que 12 municípios serão beneficiados com o projeto, e o edital para a concessão deve ser publicado em breve.

Natália Resende ressalta a importância da parceria público-privada para garantir a eficiência e continuidade do serviço de desassoreamento, que poderá durar de 5 a 20 anos, dependendo da extensão do trecho e do volume de sedimentos a serem removidos. O valor exato do repasse ainda será definido após a realização da batimetria, que é uma medição detalhada do fundo dos rios.

Com um investimento tão expressivo, o governo busca assegurar que a qualidade das águas do Tietê e do Pinheiros seja restaurada, beneficiando não apenas o meio ambiente, mas também a saúde e qualidade de vida dos cidadãos que vivem nas redondezas. A iniciativa visa não apenas resolver um problema ambiental, mas também garantir um futuro mais sustentável para a região metropolitana de São Paulo.

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