Caio Paes de Andrade, que anteriormente ocupou o cargo de presidente da Petrobras durante a gestão de Jair Bolsonaro, esteve presente no evento intitulado “Cambridge 2025: Digital Government and Economic Development”, realizado entre 26 de julho e 3 de agosto. Este programa, focado em formação internacional, abordou a transformação digital em governos e congregou líderes de setores público e privado em uma discussão profunda sobre o uso da tecnologia na melhoria dos serviços públicos.
Segundo a Secretaria de Gestão e Governo Digital, o objetivo da missão foi aprofundar conhecimentos sobre tecnologia e sua aplicação na melhoria da eficiência administrativa. O governo informou que Andrade solicitou afastamento do cargo para participar do evento, conforme as normas previstas na legislação estadual.
De acordo com dados do Portal da Transparência, a viagem teve um custo total estimado em cerca de R$ 62 mil, considerando R$ 20.055,24 em diárias e os R$ 41.974,90 gastos com as passagens aéreas de ida e volta. Pesquisas em sites de companhias aéreas indicam que o preço médio de um bilhete entre São Paulo e Londres gira em torno de R$ 10 mil, levantando questionamentos sobre os critérios utilizados para a escolha das tarifas.
A gestão estadual defendeu que a aquisição das passagens seguiu critérios administrativos e normativos que levavam em conta fatores como as datas do curso, classe compatível com o cargo, flexibilidade para remarcação e conexão e tempo de deslocamento. No entanto, ao serem questionados se o valor de R$ 42 mil referia-se à classe executiva, os representantes do governo optaram por não fornecer esclarecimentos.
Essa situação acirrou o debate sobre transparência e o uso de fundos públicos, especialmente em um contexto onde a população demanda maior responsabilidade e eficiência por parte dos governantes. A repercussão desses gastos promete seguir em pauta nas discussões políticas e na mídia estadual.
