Governo de Javier Milei proíbe uso de linguagem inclusiva em toda administração nacional da Argentina, causando polêmica e críticas.

O governo argentino, sob o comando do presidente Javier Milei, tomou uma decisão polêmica ao estender a proibição do uso de linguagem inclusiva para toda a administração nacional do país. A medida, que inicialmente havia sido aplicada apenas nas Forças Armadas e nos órgãos do Ministério da Defesa, foi anunciada pelo porta-voz presidencial, Manuel Adorni, em uma entrevista coletiva realizada nesta terça-feira.

De acordo com Adorni, o governo dará início a procedimentos para abolir a linguagem inclusiva e a perspectiva de gênero em todos os documentos da administração pública nacional. O porta-voz defendeu a decisão afirmando que “a língua que contempla todos os setores é o espanhol” e criticando o uso das perspectivas de gênero como um “negócio político” sem discussão.

A proibição do uso da letra ‘e’, do arroba e do ‘x’ para citar gêneros, assim como evitar inclusões desnecessárias do feminino, será agora aplicada em todas as instâncias do governo argentino. Nas Forças Armadas, termos como “sargenta” e “soldadxs” também estão proibidos, de acordo com uma resolução assinada pelo ministro da Defesa, Luis Petri.

O presidente Milei, autodenominado “libertário anarcocapitalista”, sempre demonstrou sua oposição à linguagem inclusiva e à chamada “ideologia de gênero”. Para ele, esses conceitos fazem parte de uma suposta doutrinação do “marxismo cultural” com o objetivo de reverter a ordem social no Ocidente.

A decisão do governo argentino tem gerado polêmica e críticas por parte de grupos defensores dos direitos das minorias e da igualdade de gênero. Alguns consideram a medida como um retrocesso nas políticas de inclusão e diversidade no país. Resta esperar para ver como essa nova orientação linguística afetará a administração pública e a sociedade argentina como um todo.

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