De acordo com Adorni, o governo dará início a procedimentos para abolir a linguagem inclusiva e a perspectiva de gênero em todos os documentos da administração pública nacional. O porta-voz defendeu a decisão afirmando que “a língua que contempla todos os setores é o espanhol” e criticando o uso das perspectivas de gênero como um “negócio político” sem discussão.
A proibição do uso da letra ‘e’, do arroba e do ‘x’ para citar gêneros, assim como evitar inclusões desnecessárias do feminino, será agora aplicada em todas as instâncias do governo argentino. Nas Forças Armadas, termos como “sargenta” e “soldadxs” também estão proibidos, de acordo com uma resolução assinada pelo ministro da Defesa, Luis Petri.
O presidente Milei, autodenominado “libertário anarcocapitalista”, sempre demonstrou sua oposição à linguagem inclusiva e à chamada “ideologia de gênero”. Para ele, esses conceitos fazem parte de uma suposta doutrinação do “marxismo cultural” com o objetivo de reverter a ordem social no Ocidente.
A decisão do governo argentino tem gerado polêmica e críticas por parte de grupos defensores dos direitos das minorias e da igualdade de gênero. Alguns consideram a medida como um retrocesso nas políticas de inclusão e diversidade no país. Resta esperar para ver como essa nova orientação linguística afetará a administração pública e a sociedade argentina como um todo.





