Essa competição marcou a estreia de Ilteryakova em um evento dessa relevância, e sua treinadora, Tatiana Sergaeva, defende que a jovem pode ter se confundido devido à pressão do momento, algo que é compreensível para atletas em início de carreira. No entanto, a situação não passou despercebida e gerou um desdobramento significativo.
Em resposta ao ocorrido, no dia 1º de abril, a FIG anunciou que está levando o caso a sério e considera a possibilidade de iniciar um processo disciplinar contra a atleta russa. A entidade frisou que estará revisando a situação dentro dos parâmetros de seu regulamento. Enquanto isso, a Federação de Ginástica da Ucrânia expressou seu descontentamento de forma incisiva, exigindo a anulação dos resultados de Ilteryakova e a revogação de seu status de atleta neutra.
A controvérsia despertou um debate mais amplo sobre a justiça e a imparcialidade das decisões da FIG, com críticos apontando suposta leniência da entidade em relação a comportamentos similares de atletas de outros países, o que aumentaria a percepção de desigualdade no tratamento entre as nações.
Em meio a estes acontecimentos, Dmitry Svischev, primeiro-vice-presidente do Comitê Estadual de Cultura Física e Esportes da Duma Estatal da Rússia, externou sua opinião, afirmando que acredita que a FIG não acolherá o pedido de punição apresentado pela Federação Ucraniana. O desfecho desse caso ainda está em aberto, e todos os olhos continuam voltados para as deliberações da Federação Internacional.
