Essa posição contrasta de maneira significativa com as declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia levantado preocupações sobre uma suposta ameaça russa à Groenlândia, afirmando que a ilha estaria cercada por navios da China e da Rússia. Durante uma operação militar na Venezuela, Trump reiterou que a Groenlândia era vital para a segurança nacional dos EUA. Em seguida, ele criticou a Dinamarca por, segundo ele, não tomar medidas adequadas diante dessa suposta ameaça.
Além de esclarecer a situação sobre a presença de navios russos, Kaergard destacou que a Groenlândia possui monitoramento efetivo de suas águas, com patrulhas exercidas pela Dinamarca mediante aeronaves e embarcações. Segundo ela, a cobertura é total e não existe qualquer atividade pesqueira russa em suas águas.
Em outra frente, Trump anunciou em suas redes sociais que, após uma reunião com Mark Rutte, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), foi estabelecida uma estrutura para um futuro acordo que envolve a Groenlândia e a região ártica em sua totalidade. O ex-presidente disse que esse entendimento seria benéfico tanto para os Estados Unidos quanto para outras nações da OTAN, e também prometeu não implementar tarifas contra países europeus que se opusessem a esses planos.
A tensão em torno da Groenlândia não é novidade e ressalta as complexas dinâmicas geopolíticas vigentes na região, onde interesses estratégicos de potências como EUA e Rússia frequentemente colidem. A resposta do governo groenlandês serve de aviso sobre a firmeza de sua soberania e a busca por um diálogo construtivo, mesmo diante de declarações explosivas e potencialmente desestabilizadoras.






