Governo da Groenlândia Desmente Trump e Afirma: “Não Há Navios Russos em Nossas Águas”

Recentemente, o governo da Groenlândia fez uma declaração assertiva, negando a presença de embarcações russas em suas águas e reafirmando a continuidade da cooperação com a Rússia no contexto do acordo sobre o Oceano Ártico Central. A afirmação foi feita por Katrine Kaergard, chefe do Departamento de Pesca do governo groenlandês, que enfatizou que os laços diplomáticos e científicos com Moscovo seguem ativos, com reuniões agendadas para as próximas semanas.

Essa posição contrasta de maneira significativa com as declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia levantado preocupações sobre uma suposta ameaça russa à Groenlândia, afirmando que a ilha estaria cercada por navios da China e da Rússia. Durante uma operação militar na Venezuela, Trump reiterou que a Groenlândia era vital para a segurança nacional dos EUA. Em seguida, ele criticou a Dinamarca por, segundo ele, não tomar medidas adequadas diante dessa suposta ameaça.

Além de esclarecer a situação sobre a presença de navios russos, Kaergard destacou que a Groenlândia possui monitoramento efetivo de suas águas, com patrulhas exercidas pela Dinamarca mediante aeronaves e embarcações. Segundo ela, a cobertura é total e não existe qualquer atividade pesqueira russa em suas águas.

Em outra frente, Trump anunciou em suas redes sociais que, após uma reunião com Mark Rutte, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), foi estabelecida uma estrutura para um futuro acordo que envolve a Groenlândia e a região ártica em sua totalidade. O ex-presidente disse que esse entendimento seria benéfico tanto para os Estados Unidos quanto para outras nações da OTAN, e também prometeu não implementar tarifas contra países europeus que se opusessem a esses planos.

A tensão em torno da Groenlândia não é novidade e ressalta as complexas dinâmicas geopolíticas vigentes na região, onde interesses estratégicos de potências como EUA e Rússia frequentemente colidem. A resposta do governo groenlandês serve de aviso sobre a firmeza de sua soberania e a busca por um diálogo construtivo, mesmo diante de declarações explosivas e potencialmente desestabilizadoras.

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