Governo chinês enfrenta dificuldades para participar de discussões sobre guerra Rússia-Ucrânia, aponta posicionamento pró-Moscou de Pequim.

O governo chinês expressou nesta sexta-feira sua posição sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, afirmando que seria difícil atender aos apelos por discussões devido a problemas com acordos que revelam a postura fortemente pró-Moscou de Pequim. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, declarou que as expectativas parecem estar longe de se concretizar na reunião.

“Ainda há uma clara lacuna entre os preparativos para o encontro e as demandas do lado chinês, bem como as expectativas da comunidade internacional”, afirmou Mao. Apesar de não fornecer detalhes, ele afirmou que a China comunicou suas considerações e preocupações às partes interessadas e manterá contato com todos os envolvidos.

Em uma entrevista à agência de notícias oficial chinesa Xinhua, o presidente russo Vladimir Putin elogiou seus laços com o presidente chinês Xi Jinping, destacando a comunicação respeitosa, amigável, aberta e profissional entre os dois líderes. Putin também elogiou o plano de paz proposto pela China para a Ucrânia, que não exige que a Rússia devolva as terras tomadas, afirmando que a abordagem chinesa para a crise é digna de elogios.

Apesar das tentativas da Suíça de negociar um acordo nos próximos dias para colocar um fim à guerra que começou com a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, Moscou e Kiev não aprovaram as propostas. O cenário geopolítico segue incerto, com a China demonstrando sua parceria com a Rússia, o que pode impactar nas futuras discussões sobre o conflito ucraniano.

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