A posição do governo brasileiro é clara: essas restrições comerciais não apenas dificultam o acesso aos mercados europeus, mas também não contribuem para uma solução construtiva do problema. Na visão das autoridades brasileiras, a imposição de tais medidas a nações que não são responsáveis pela crise no setor pode levar a um aumento das tensões comerciais e a uma escalada de barreiras protecionistas.
A nota ressalta que o Brasil se vê como uma “vítima” do cenário de excesso de capacidade produtiva global no setor siderúrgico, o que é uma preocupação compartilhada por diversos outros países. O governo brasileiro destaca seu compromisso em lidar com essa problemática em espaços apropriados, como o Fórum Global Sobre Excesso de Capacidade Siderúrgica, onde se busca buscar soluções coletivas para a crise.
Ainda segundo o comunicado oficial, as negociações entre o Brasil e a UE em torno de compensações financeiras em resposta ao aumento tarifário não avançaram. As partes ainda não chegaram a um consenso sobre mecanismos que poderiam mitigar os impactos das taxas elevadas sobre as exportações brasileiras.
Por fim, o governo brasileiro critica o sistema de cotas implementado pela União Europeia, classificando-o como uma medida unilateral que não se alinha com a ideia de uma compensação justa. As autoridades enfatizam que o atual modelo de restrições comerciais adota um caráter que não é aceitável, evidenciando a necessidade de um diálogo mais construtivo para resolver as questões que afetam o comércio internacional de aço.





