Segundo o ministro, o processo de reciprocidade deve ser conduzido de forma séria, priorizando a consulta a todos os afetados. “O processo exige ouvir aquelas partes que estão interessadas e que podem ser impactadas por medidas que podem vir a ser aplicadas no futuro”, afirmou Durigan. A ênfase na consulta é um indicativo de que o governo busca agir com responsabilidade e transparência, ao mesmo tempo em que busca minimizar os riscos de repercussões negativas para a economia local.
Durigan também ressaltou que o principal impacto desse processo é a capacidade dos empresários brasileiros de se expressarem sobre as suas condições e desafios. Ele enfatizou a necessidade de se compreender qual é a visão não apenas dos empresários nacionais, mas também das entidades e empreendedores estrangeiros que operam no Brasil. Essa abordagem, segundo o ministro, é crucial para garantir que as medidas adotadas levem em consideração a realidade do mercado e as preocupações legítimas de todos os envolvidos.
Adicionalmente, o ministro lembrou que a iniciativa de iniciar este processo de reciprocidade contou com a aprovação unânime do Congresso Nacional. “É importante reiterar que a lei foi aprovada por consenso, o que demonstra a responsabilidade com que pretendemos lidar com essa questão”, concluiu Durigan. Assim, a administração busca um equilíbrio entre a defesa dos interesses nacionais e a construção de um diálogo aberto com os parceiros comerciais, reafirmando o compromisso do governo com uma política externa baseada na cooperação e no respeito mútuo.




