Essas rodovias, localizadas nas províncias de Buenos Aires, Entre Ríos, Santa Fe e Corrientes, são fundamentais para fortalecer a integração econômica na região. De acordo com as autoridades argentinas, esses novos contratos fazem parte de uma estratégia mais ampla que visa reformular a gestão das rodovias federais do país. No último mês de novembro, o Ministério também lançou uma licitação para outros dois trechos, totalizando 1.800 quilômetros de rodovias, evidenciando a intenção do governo em expandir e modernizar a infraestrutura viária.
A abordagem adotada pela administração atual, sob o comando do presidente Javier Milei, é marcada pelo investimento privado e pela redução de subsídios públicos que, segundo a gestão, tinham se mostrado ineficazes. O governo enfatiza que não serão feitos novos aportes do setor público, buscando uma redução dos custos associados à manutenção das rodovias. Essa política se alinha com o objetivo do governo de privatizar mais de 9 mil quilômetros de rodovias, prometendo assim uma revitalização da infraestrutura sem depender de recursos públicos.
Além disso, a atual administração já iniciou o processo de privatização da Corredores Viales, uma estatal que gerenciava quase 6 mil quilômetros de vias em diversas regiões do país. Desde que Milei assumiu a presidência, houve uma paralisação nos investimentos públicos em infraestrutura e uma aceleração na privatização de empresas estatais, refletindo uma drástica mudança de rumo nas políticas econômicas do país. Essa nova fase, marcada pela transferência de responsabilidades do Estado para o setor privado, continua a levantar discussões sobre o futuro da infraestrutura no Argentina e na integração regional no Mercosul.







