O principal objetivo do programa é facilitar a renegociação de diversas modalidades de crédito, incluindo dívidas de cartão de crédito, cheque especial e até do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). De acordo com as medidas divulgadas, as taxas de juros serão limitadas a 1,99%, e os descontos nas dívidas podem variar entre 30% e 90%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a política durante um pronunciamento em cadeia nacional, no qual destacou a gravidade do endividamento das famílias brasileiras.
Dados disponíveis do Banco Central revelam que em 2025, aproximadamente 117 milhões de cidadãos encontravam-se em situação de inadimplência. Em um contexto de crescimento acelerado da dívida familiar, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) reportou que 80,2% das famílias estavam endividadas, um recorde histórico. A inadimplência, em contrapartida, subiu para 29,6%, indicando uma pressão crescente sobre o orçamento das famílias.
Uma das inovações do programa é a possibilidade de os trabalhadores utilizarem até 20% do saldo de seus Fundos de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a liquidação de dívidas. Para isso, a Caixa Econômica Federal deverá transferir o montante ao banco responsável pela cobrança, contanto que haja consentimento do trabalhador. Além das facilidades financeiras, o governo anunciou que os participantes do programa terão acesso a uma restrição de um ano em plataformas de apostas online, contribuindo para que os beneficiados possam se reorientar financeiramente.
Com essa iniciativa, o governo demonstra um esforço para mitigar os efeitos negativos do endividamento, proporcionando uma nova esperança para milhões de brasileiros que enfrentam a batalha diária contra a inadimplência.







