França destacou que as medidas incluem a prorrogação do pagamento de tarifas, novas linhas de financiamento e ajustes nas questões tributárias. Segundo ele, o Ministério da Fazenda está à frente desse processo e um anúncio oficial deverá ser feito em breve pelo ministro Dario Durigan. “Haverá um conjunto que irá mitigar o impacto dessa questão geopolítica na aviação brasileira”, afirmou o ministro, sinalizando um compromisso do governo em manter os custos ao consumidor dentro de níveis administráveis.
Este reajuste de preços do QAV, o terceiro somente neste ano, já provocou uma série de elevações nos preços de passagens aéreas, com a expectativa de que um combustível mais caro possa resultar em um aumento de até 20% nos bilhetes. Além disso, a Petrobras anunciou um reajuste variável que impacta diretamente 13 praças em todo o país, afetando locais como Ipojuca, onde o litro subiu de R$ 3,46 para R$ 5,40, e Canoas, com uma alta de 52%.
O novo ministro, que assumiu o cargo após a saída de Silvio Costa Filho, também manifestou preocupação com a influência do preço do combustível sobre a operação das companhias e com os impactos na classe média. As discussões com a Petrobras sobre o preço do combustível foram realçadas, mas França reafirmou que a estatal, com suas ações no mercado financeiro, deve também ser considerada nas decisões.
O governo também está atento às flutuações de outros combustíveis, como o diesel, que já acumula alta de 62% desde janeiro. Recentemente, medidas foram implementadas para zerar tributos federais sobre o diesel, alinhando esforços para contenção de custos em um cenário de alta nos preços globais do petróleo. As ações do governo buscam não apenas minimizar os impactos sobre as companhias aéreas, mas também proteger o consumidor final, principalmente em um momento em que o setor aéreo brasileiro alcança recordes de passageiros.
