Governo Anuncia Déficit Primário de R$ 43 Bilhões em 2024, Queda de 81% em Relação ao Ano Anterior

O Tesouro Nacional divulgou, nesta quinta-feira, dados que revelam uma significativa melhoria nas contas públicas do Brasil. Ao final de 2024, o governo registrou um déficit primário de R$ 43 bilhões, o que representa uma redução impressionante de 81% em comparação ao ano anterior, que viu um déficit recorde de R$ 228,5 bilhões. Essa evolução foi interpretada como um cumprimento das metas fiscais estabelecidas para o período.

O déficit primário, caso sejam excluídos valores atípicos, como créditos extraordinários devido a enchentes no Rio Grande do Sul e recursos destinados a combater incêndios na Amazônia e Pantanal, cai para R$ 11,03 bilhões. Este ajuste demonstra um esforço do governo em melhorar sua situação fiscal diante de desafios climáticos e orçamentários.

A recuperação nas contas públicas foi impulsionada por uma arrecadação recorde em 2024, que alcançou R$ 2,65 trilhões, o maior número desde 1995. Esse crescimento na receita governamental resultou em um aumento de 8,9%, mesmo após as transferências constitucionais para estados e municípios. As despesas públicas, por sua vez, apresentaram uma leve queda de 0,7%, totalizando R$ 2,2 trilhões, o que indica um controle mais rígido da máquina pública.

Além disso, o governo bloqueou R$ 17,6 bilhões em recursos que seriam destinados a diversas áreas, uma estratégia para assegurar o cumprimento do arcabouço fiscal. Essa medida é vista como parte de uma tentativa maior de recuperar a credibilidade das contas públicas e se posicionar de forma mais sólida no cenário econômico.

Esses resultados refletem uma mudança significativa na trajetória fiscal do país, trazendo esperanças de que o equilíbrio nas contas públicas e a responsabilidade financeira sejam mantidos nos anos seguintes. Observadores do cenário econômico aguardam os próximos passos do governo no intuito de sustentar esta recuperação e enfrentar novos desafios.

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