O déficit primário, caso sejam excluídos valores atípicos, como créditos extraordinários devido a enchentes no Rio Grande do Sul e recursos destinados a combater incêndios na Amazônia e Pantanal, cai para R$ 11,03 bilhões. Este ajuste demonstra um esforço do governo em melhorar sua situação fiscal diante de desafios climáticos e orçamentários.
A recuperação nas contas públicas foi impulsionada por uma arrecadação recorde em 2024, que alcançou R$ 2,65 trilhões, o maior número desde 1995. Esse crescimento na receita governamental resultou em um aumento de 8,9%, mesmo após as transferências constitucionais para estados e municípios. As despesas públicas, por sua vez, apresentaram uma leve queda de 0,7%, totalizando R$ 2,2 trilhões, o que indica um controle mais rígido da máquina pública.
Além disso, o governo bloqueou R$ 17,6 bilhões em recursos que seriam destinados a diversas áreas, uma estratégia para assegurar o cumprimento do arcabouço fiscal. Essa medida é vista como parte de uma tentativa maior de recuperar a credibilidade das contas públicas e se posicionar de forma mais sólida no cenário econômico.
Esses resultados refletem uma mudança significativa na trajetória fiscal do país, trazendo esperanças de que o equilíbrio nas contas públicas e a responsabilidade financeira sejam mantidos nos anos seguintes. Observadores do cenário econômico aguardam os próximos passos do governo no intuito de sustentar esta recuperação e enfrentar novos desafios.





