“Estamos trabalhando ativamente nesse projeto, e esperamos ter um texto final pronto nos próximos dias”, declarou Durigan, destacando que houve consenso com os parlamentares sobre os pontos principais da proposta. Um dos assuntos em pauta é a definição de critérios de elegibilidade, que devem levar em consideração as perdas reais vivenciadas pelos agricultores. O objetivo do governo é que o acesso à renegociação seja restrito a aqueles que comprovem situações adversas, como desastres climáticos ou crises econômicas, a fim de evitar abusos e garantir que a ajuda seja direcionada a quem realmente necessita.
Além da flexibilização nas dívidas, Durigan apresentou também a proposta de criação de um fundo garantidor para o agronegócio brasileiro. Este fundo, segundo o ministro, contará com a participação de entidades públicas, bancos, instituições financeiras e dos próprios produtores, visando reforçar o crédito rural e proporcionar suporte ao setor em momentos de crise e inadimplência.
Entretanto, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado adiou a análise da proposta, após um pedido do próprio ministro. A relatora, Tereza Cristina, e o presidente da CAE, Renan Calheiros, se reuniram com Durigan para discutir os detalhes do projeto, que agora deve ser cuidadosamente revisado.
As estimativas do Ministério da Fazenda sugerem que a renegociação das dívidas rurais, conforme o projeto em andamento, pode resultar em um custo de até R$ 817 bilhões para a União ao longo dos próximos 13 anos, com um impacto orçamentário projetado de R$ 150 bilhões até 2027. Essas informações foram repassadas em uma nota técnica destinada ao senador Renan Calheiros, que atua como relator e presidente da CAE. O desenrolar dessa situação será observado com atenção, considerando a relevância das medidas para o setor rural brasileiro e suas implicações econômicas.
