Atualmente, para receber oportunidades de trabalho através do Contrata+Brasil, é necessário que o microempreendedor esteja cadastrado na plataforma. No entanto, a proposta do governo é que, em um prazo de até duas semanas, esses empreendedores recebam notificações por e-mail sobre oportunidades recém-abertas, mesmo que não tenham se registrado previamente. Essa mudança tem como objetivo evitar que as notificações de vagas disponíveis fiquem sem resposta e assim maximize o potencial de contratação.
Pereira mencionou que a equipe está conduzindo testes para a ampliação desse sistema de notificação, e os primeiros resultados demonstraram uma resposta positiva. A ideia principal é que o governo consiga mobilizar mais MEIs, fazendo uso de bases de dados existentes, como o Portal do Empreendedor e informações da Receita Federal, para alcançar diretamente esses profissionais.
Apesar das boas intenções e das mudanças propostas, o programa ainda enfrenta desafios significativos. Embora o Brasil conte com cerca de 17,2 milhões de MEIs, apenas cerca de 14.586 estão registrados na plataforma. Essa baixa adesão é um reflexo da necessidade de aprimorar a comunicação e a inclusão digital entre esses empreendedores.
Em paralelo, o governo também está trabalhando para incluir mais órgãos públicos como contratantes, através de uma colaboração com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. A expectativa é que instituições como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e outras entidades federais passem a contratar serviços via Contrata+Brasil. O ministro acredita que, combinadas, essas iniciativas podem impactar até 6 milhões de microempreendedores.
Além disso, em um contexto mais amplo, a discussão sobre o aumento do limite de faturamento para os MEIs, que atualmente é de R$ 81 mil, também está em andamento. Embora não tenha fornecido uma data exata para a votação desse projeto, Pereira indicou que a análise fiscal está progredindo e que nos próximos dias mais novidades sobre esses avanços poderão surgir.
