Governadora Celina Leão Defende Transparência Após Prisão de Ex-Presidente do BRB em Operação da Polícia Federal

Na manhã desta quinta-feira, 16 de abril, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, se manifestou sobre a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, enfatizando que o caso se trata de um “assunto de Justiça”. A governadora ressaltou o compromisso da nova gestão do BRB com a transparência e a colaboração com as autoridades judiciais.

Em uma nota oficial, Celina afirmou que o governo local adota uma postura firme em relação à legalidade e ao respeito às instituições. Desde o início de sua administração, garantiu, foram tomadas todas as medidas necessárias para garantir a total colaboração com os órgãos competentes. “Seguiremos atuando com responsabilidade, rigor e absoluta clareza, garantindo que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos”, destacou a chefe do Executivo.

A detenção de Costa ocorreu no contexto da quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema envolvendo a emissão e negociação de títulos de crédito falsos relacionados ao Banco Master. Atualmente, o BRB é liderado por Nelson Souza, que assumiu o cargo após o afastamento de Costa, determinado pela Justiça em novembro do ano passado. Este afastamento coincidiu com uma ação da Polícia Federal, que incluiu mandados de busca e apreensão.

Um dia antes da prisão, Celina Leão já havia criticado a falta de apoio do governo federal para a recuperação do BRB, que enfrenta uma crise financeira gravíssima após transações mal-sucedidas com o Banco Master. “O governo federal não deu nenhuma resposta. Nenhuma ajuda. Pedimos tudo. Acho que não tem boa vontade para fazer. Mas está tudo bem”, declarou a governadora.

A nova fase da Operação Compliance Zero incluiu dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, emitidos pelo Supremo Tribunal Federal, em Estados como o Distrito Federal e São Paulo. Esta operação visa investigar uma série de crimes relacionados à corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A situação financeira do BRB ficou ainda mais crítica após a descoberta de um rombo bilionário originado por operações malsucedidas com ativos do Banco Master. Como parte de seus esforços para reverter essa crise, a instituição está buscando soluções emergenciais, incluindo a recente Lei Distrital nº 7.845/2026. Esta legislação permite ao acionista controlador, o Governo do Distrito Federal, implementar medidas para restabelecer as condições econômicas do banco, inclusive a possibilidade de obter empréstimos significativos com a utilização de imóveis como garantia.

Entretanto, em 31 de março, o BRB não conseguiu cumprir o prazo para apresentação de seu balanço financeiro, e o presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, aguarda os resultados de uma auditoria forense que irá determinar a extensão do prejuízo relacionado à compra de ativos do Banco Master.

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