De acordo com a Secretaria de Governo, a economia prevista com estas exonerações é de aproximadamente R$ 8 milhões anualmente. Essa medida visa não apenas cortar custos, mas também desmontar um aparelho político que foi herdado da gestão do ex-governador Cláudio Castro. Em meio a um cenário de crise institucional no estado, Couto busca estabelecer uma nova base de poder, enfatizando a eficiência e a redução de desperdícios na administração pública.
A aceleração do processo de exonerações foi acompanhada pela publicação, na semana passada, de um decreto que determina auditorias em todas as secretarias e órgãos do governo, incluindo as estatais. A administração destacou que muitos dos exonerados não apenas não possuíam crachá funcional, mas também não compareciam a seus locais de trabalho, evidenciando a necessidade de um verdadeiro “enxugamento da máquina pública” em um estado que ainda se encontra sob o Regime de Recuperação Fiscal.
Além das exonerações, Couto também anunciou a extinção de três subsecretarias da Casa Civil, reformulação que, segundo ele, ocorrerá sem a criação de novas despesas. As subsecretarias afetadas foram a Adjunta de Projetos Especiais, de Gastronomia e de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. Essa reorganização resultou na exoneração de figuras-chave, como o subsecretário de Gastronomia, Tiago Moura Costa de Bulhões, e outros 380 servidores dessas áreas específicas.
O cenário atual no Rio de Janeiro destaca a urgência de reformas e a busca por eficiência administrativa, enquanto o governo tenta consolidar um novo panorama em meio a desafios financeiros e políticos.
