Governador interino do Rio exonera 130 servidores e promove mudanças significativas na administração pública, com foco na Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade.

Na última segunda-feira, o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, promoveu uma significativa reestruturação administrativa ao publicar um decreto no Diário Oficial que resultou em cerca de 130 exonerações, com um impacto predominante na Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade. Esta secretaria foi responsável por aproximadamente metade das dispensas, refletindo um movimento estratégico que vai além de uma simples troca de cargos. Além da Secretaria de Ambiente, diversas outras instituições, como a Rioprevidência, a Controladoria-Geral do Estado e a Casa Civil, também foram alvo das mudanças.

Esse pacote de exonerações surge em meio a uma série de modificações já realizadas nas primeiras esferas do governo estadual, incluindo as secretarias de Fazenda, Planejamento e Meio Ambiente, todas fortemente ligadas à gestão anterior de Cláudio Castro. Na véspera da nova rodada de demissões, Couto já havia alterado funções em diversos níveis da administração pública, trazendo à tona uma verdadeira “dança das cadeiras” no governo.

Analisando a distribuição das exonerações, nota-se que aproximadamente 50 demissões ocorreram na Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade; outras 50 exigências foram feitas em setores como Cultura, Turismo e Habitação. A Casa Civil e a Secretaria de Governo, que abrange o Detran, somaram cerca de 10 exonerações, enquanto a Rioprevidência e a Controladoria-Geral do Estado registraram, cada uma, cerca de 6 dispensas. A Secretaria de Fazenda teve uma única exoneração, referente ao cargo de chefe de gabinete.

Entre as mudanças mais notáveis, destaque para a saída de Adilson de Faria Maciel da Secretaria de Planejamento e Gestão, substituído por Rafael Ventura Abreu. Maciel vinha desempenhando múltiplas funções desde 2023, incluindo a presidência do Conselho Fiscal da Companhia Estadual de Habitação (Cehab). Seu sucessor, Rafael Abreu, traz para o cargo sua experiência prévia como superintendente de Planejamento.

Na Secretaria da Fazenda, Juliano Pasqual foi substituído por Guilherme Macedo Reis Mercês, que anteriormente havia gerido funções cruciais durante a pandemia. Mercês é um economista respeitado, com formação pela UERJ e qualificações em instituições renomadas como Oxford e Columbia.

A Secretaria de Meio Ambiente também verá mudanças significativas com a entrada de Rodrigo Tostes de Alencar Mascarenhas no lugar de Diego de Andrade Faro Teles. Além disso, Couto reforçou a Procuradoria Geral do Estado, nomeando Bruno Teixeira Dubeux, que já liderou a PGE-RJ entre 2020 e 2023, sendo reconhecido por suas iniciativas voltadas para a igualdade de gênero e combate ao racismo institucional. Essa reconfiguração se desenha em um cenário onde o governador interino busca firmar sua autoridade e acelerar a implementação de novas políticas para o estado.

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