A nomeação de Lisandro ocorre em um momento delicado, marcado por uma instabilidade política que permeia o governo fluminense. Mesmo com as incertezas sobre a realização de novas eleições a curto prazo, ele já deu início a uma investigação minuciosa nos diversos setores da Secretaria, abordando iniciativas como o programa Barricada Zero, além da revisão de contratos, incluindo aqueles que envolvem o uso de aeronaves particulares e a análise de nomeações feitas para cargos de confiança.
O GSI desempenha funções vitais, como garantir a segurança pessoal do governador e de sua família, proteger as instalações oficiais, além de administrar as aeronaves governamentais. Desde a gestão do ex-governador Cláudio Castro, o programa Barricada Zero, voltado para a remoção de obstáculos que comprometem a atuação policial nas comunidades, também passou a ser parte das responsabilidades do GSI. Vale destacar que, embora o Gabinete não realize diretamente as operações, ele tem um papel crucial no planejamento, assegurando a colaboração entre as forças de segurança e as prefeituras.
A iniciativa de realizar uma avaliação abrangente não significa a extinção do Barricada Zero, que, nos últimos meses, ajudou a atender 227 comunidades e resultou na remoção de 14 mil toneladas de entulho, além de 90 prisões. Lisandro também está analisando contratos da pasta, que possui um orçamento anual de R$ 64 milhões. Um dos principais itens sob revisão é o serviço de táxi aéreo, que já custou ao Estado R$ 17,4 milhões nos últimos três anos.
Mudanças na equipe já começaram a ser implementadas. De acordo com o Diário Oficial, 24 pessoas foram exoneradas desde a última segunda-feira, incluindo não apenas cargos de chefia, mas também assistentes. A lista de exonerações é predominantemente formada por agentes de segurança, com a saída de dez policiais civis, seis policiais militares, um policial federal aposentado e uma bombeira militar. Esses movimentos refletem a intenção de Lisandro em reorganizar a estrutura e trazer maior eficiência à gestão.
