Governador em exercício nomeia novo secretário interino de Governo em meio a instabilidade política no Rio de Janeiro e avaliação de programas estratégicos.

O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, promoveu uma nova mudança em sua equipe ao nomear Roberto Lisandro Leão como secretário interino de Governo. Lisandro, que recentemente assumiu a chefia do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), terá a missão de coordenar a articulação com a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e gerenciar programas essenciais, como Segurança Presente e Lei Seca. O cargo estava vago após a saída do deputado Jair Bitterncourt, que optou por retomar seu mandato parlamentar.

A nomeação de Lisandro ocorre em um momento delicado, marcado por uma instabilidade política que permeia o governo fluminense. Mesmo com as incertezas sobre a realização de novas eleições a curto prazo, ele já deu início a uma investigação minuciosa nos diversos setores da Secretaria, abordando iniciativas como o programa Barricada Zero, além da revisão de contratos, incluindo aqueles que envolvem o uso de aeronaves particulares e a análise de nomeações feitas para cargos de confiança.

O GSI desempenha funções vitais, como garantir a segurança pessoal do governador e de sua família, proteger as instalações oficiais, além de administrar as aeronaves governamentais. Desde a gestão do ex-governador Cláudio Castro, o programa Barricada Zero, voltado para a remoção de obstáculos que comprometem a atuação policial nas comunidades, também passou a ser parte das responsabilidades do GSI. Vale destacar que, embora o Gabinete não realize diretamente as operações, ele tem um papel crucial no planejamento, assegurando a colaboração entre as forças de segurança e as prefeituras.

A iniciativa de realizar uma avaliação abrangente não significa a extinção do Barricada Zero, que, nos últimos meses, ajudou a atender 227 comunidades e resultou na remoção de 14 mil toneladas de entulho, além de 90 prisões. Lisandro também está analisando contratos da pasta, que possui um orçamento anual de R$ 64 milhões. Um dos principais itens sob revisão é o serviço de táxi aéreo, que já custou ao Estado R$ 17,4 milhões nos últimos três anos.

Mudanças na equipe já começaram a ser implementadas. De acordo com o Diário Oficial, 24 pessoas foram exoneradas desde a última segunda-feira, incluindo não apenas cargos de chefia, mas também assistentes. A lista de exonerações é predominantemente formada por agentes de segurança, com a saída de dez policiais civis, seis policiais militares, um policial federal aposentado e uma bombeira militar. Esses movimentos refletem a intenção de Lisandro em reorganizar a estrutura e trazer maior eficiência à gestão.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo