O Fundo Soberano, criado em 2022, foi estabelecido como um mecanismo de proteção contra a volatilidade do mercado de petróleo e gás. Os recursos desse fundo deveriam ser utilizados apenas para investimentos de médio e longo prazo em áreas cruciais, como saúde, educação e infraestrutura. A decisão de bloquear os repasses ocorreu após uma reunião realizada à noite do dia 23 de março, no Palácio Guanabara, que levantou suspeitas sobre a urgência e a magnitude do gasto autorizado na gestão anterior.
Couto, em nota, destacou que não foi informado previamente sobre a liberação dos recursos e enfatizou que os projetos apresentados deverão ser revisados pela equipe técnica do novo governo antes de qualquer decisão sobre o uso do Fundo Soberano. As propostas abrangem ações em diversas regiões do estado, incluindo Norte, Noroeste, Sul, Serranas e Lagos. O maior montante deveria ser alocado à Secretaria de Cidades, com R$ 250 milhões destinados a um único projeto ainda não especificado.
Outras secretarias também seriam beneficiadas, como o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que receberia R$ 248,1 milhões para realizar sete projetos em municípios como Natividade e Angra dos Reis. A Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas ficaria com R$ 232,5 milhões para executar dez projetos em diferentes cidades.
Desde que assumiu interinamente em 24 de março, Ricardo Couto implementou uma série de cortes e exonerações na estrutura do governo. Nos primeiros dias de sua gestão, 638 servidores foram desligados, e três subsecretarias foram extintas. Recentemente, 94 servidores da área administrativa foram exonerados, visando economizar R$ 30 milhões anuais. Segundo a Secretaria de Governo, os cortes foram motivados por inconsistências nos registros funcionais e fazem parte de um processo maior de auditoria destinado a aprimorar a gestão pública e garantir o uso responsável dos recursos estatais.







