Governador do Rio Troca Comando da Corregedoria da PM Após Imagens Reveladoras Sobre Morte de Empresário na Pavuna

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, anunciou nesta terça-feira a troca no comando da Corregedoria da Polícia Militar. O coronel Marcelo Ramos do Carmo assume a posição, substituindo o coronel Ângelo da Costa Pereira, uma mudança formalizada por meio de publicação no Diário Oficial do estado. Esta ação ocorre um dia após a divulgação de imagens de câmeras corporais que contradizem a versão dos policiais sobre a morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, ocorrido na Pavuna, Zona Norte da cidade.

Embora a cronologia dos acontecimentos possa sugerir uma relação entre a troca e o incidente da Pavuna, fontes da Polícia Militar afirmam que a decisão de substituir comando já estava traçada anteriormente, como parte de uma reestruturação iniciada após a posse do novo secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra, em março. Na prática, Marcelo Ramos do Carmo já exercia as funções de corregedor desde o fim de março, embora a formalização do cargo tenha ocorrido recentemente. Ele é o responsável pela investigação do caso do empresário que gerou grande repercussão.

À frente da Corregedoria, o coronel Marcelo Ramos do Carmo traz uma extensa bagagem. Ele substitui o coronel Ângelo da Costa Pereira, que ocupou o cargo desde 2025 e que participou de importantes ações dentro da corporação, como a inauguração de novas estruturas administrativas. O novo corregedor teve uma carreira marcada por funções de destaque, incluindo o comando de batalhões relevantes e a chefia do Estado-Maior Geral da PM. Ele também acumulou cargos administrativos estratégicos e teve passagens pela Corregedoria, onde trabalhou em áreas administrativas e financeiras.

A Corregedoria da Polícia Militar é uma pasta de grande importância, responsável por conduzir investigações internas, apurar denúncias de irregularidades e aplicar sanções aos membros da corporação. Neste momento, a troca de comando ocorre em um contexto de intensa atenção pública, principalmente devido ao caso da Pavuna. As imagens que vieram à tona mostram que os policiais monitoraram a vítima por mais de uma hora antes de desferirem os disparos, sem que houvesse uma justificativa clara para a ação violenta.

Esse movimento de reestruturação, iniciado com a nova gestão do secretário de Polícia Militar, busca ajustar áreas cruciais da corporação, especialmente em um período de crescente exigência por accountability nas ações policiais. A urgência de reformulações em setores estratégicos é evidente, uma vez que a segurança pública e a relação da população com as autoridades estão cada vez mais sob escrutínio. O impacto dessas mudanças no longo prazo ainda será observado, mas a expectativa é que a nova liderança na Corregedoria represente um passo em direção a um maior rigor na supervisão das atividades policiais.

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